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Roubos de carga de caminhões têm queda de mais de 40% em MT com apoio de tecnologia

Monitoramento e rastreamento avançados são apontados como fatores decisivos para redução expressiva nos casos.

Roubos de carga de caminhões têm queda de mais de 40% em MT com apoio de tecnologia

Um levantamento recente de empresa especializada em segurança aponta que Mato Grosso registrou queda de 43,2% nos casos de roubos de carga em rodovias estaduais. O número de registros caiu de 206 para 117, conforme comparação mais recente.

A pesquisa credita essa redução principalmente à adoção crescente de tecnologias de rastreamento por transportadoras, que possibilitam localização em tempo real e acionamento imediato das forças de segurança em casos suspeitos.

Motoristas que atuam no transporte de produtos agrícolas e insumos continuam relatando situação de risco nas estradas. Um caminhoneiro relatou ter percebido que um carro e duas motos o seguiam e quase sofreram abordagem, mas conseguiu contornar a situação com manobra evasiva. Outro relato revela que profissionais do setor já foram vítimas de assalto em rodovias, com criminosos invadindo cabines e subtraindo objetos pessoais e equipamentos de trabalho.

Trechos da BR-163 e da BR-070 são apontados como críticos para atuação de quadrilhas especializadas, justamente por concentrarem escoamento de cargas de alto valor. O diretor da empresa de segurança que produziu o estudo reforça que a grande extensão territorial estadual e o baixo efetivo em algumas regiões dificultam patrulhamento constante.

Apesar da queda expressiva, especialistas afirmam que o risco não desapareceu. Eles recomendam que transportadoras invistam ainda mais em dispositivos embarcados de monitoramento, além de rotas alternativas e protocolos de segurança. Já a Polícia Rodoviária Federal aponta que muitos dos ataques ocorrem à noite, quando diminui visibilidade e reforços de patrulha.

Ainda segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), o índice de roubos de cargas em Mato Grosso recuou 41% em 2024 em comparação a 2023, mostrando que a redução não é pontual, mas parte de tendência mais ampla.

A redução dos casos também é atribuída a programas de vigilância mais integrada, reforço de inteligência e políticas de combate coordenado entre órgãos federais, estaduais e privadas.

Redação/Wendy Oliveira
25 de setembro de 2025

Alta Floresta, MT

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