Após cometer mais um crime homem que matou a tia e arrancou o coração é preso novamente em SP
A prisão foi decretada na última sexta feira (14) e a transferência para MT já foi solicitada.
Lumar Costa da Silva, autor de um dos crimes mais chocantes da história recente de Mato Grosso, voltou a ser preso menos de cinco meses após receber autorização para deixar o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá. A prisão preventiva foi decretada na última sexta-feira (14), após o descumprimento de medidas cautelares e uma denúncia de violência doméstica.
Segundo as informações encaminhadas ao sistema de justiça, Lumar abandonou a residência do pai — Gilmar Costa Silva — que exerce a função de curador, e interrompeu o uso contínuo de medicamentos psiquiátricos. O não cumprimento das condições impostas pela desinternação motivou a solicitação de recaptura imediata.
O recambiamento de Lumar do estado de São Paulo para Mato Grosso já foi solicitado formalmente. Quando chegar a Cuiabá, ele será inicialmente encaminhado ao Raio 8 da Penitenciária Central do Estado (PCE), setor de segurança máxima. A permanência no local será provisória, até que seja aberta uma nova vaga de internação no Hospital Adauto Botelho.
De acordo com o juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, a internação é novamente a medida adequada, em razão da gravidade do caso e da condição de saúde mental do custodiado. O magistrado lembrou que o processo envolvendo Lumar é considerado o mais emblemático do estado quando se trata de inimputabilidade e medidas de segurança.
Relembre o caso
Lumar Costa da Silva foi detido na madrugada de 3 de julho de 2019, horas após cometer o crime que chocou o município de Sorriso. Na ocasião, ele assassinou sua tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, e, em um ato de extrema violência, retirou o coração da vítima e o entregou à própria filha dela, prima do agressor.
Após a prisão, ele passou por exame de sanidade mental. O laudo, homologado em dezembro de 2021 pelo juiz Anderson Cândido, concluiu que Lumar era portador de transtorno afetivo bipolar tipo 1 e, no momento do crime, estava incapaz de compreender o caráter ilícito do que fazia. Por essa razão, o caso não foi levado a júri popular; em vez de pena de prisão, foi aplicada medida de segurança com determinação de internação.
Em outubro de 2023, Lumar foi transferido ao Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho. Já a desinternação — que permitiu que ele saísse da unidade — ocorreu em 18 de junho deste ano, após uma avaliação multiprofissional apontar possibilidade de tratamento ambulatorial. Ele então retornou a Campinas (SP), sob supervisão do pai.
Retorno à custódia
A revogação da liberdade assistida ocorreu após relatos de que Lumar havia deixado o endereço de referência e suspenso o uso da medicação prescrita, elementos considerados essenciais para controlar seu quadro psiquiátrico. Além disso, foi registrada denúncia de violência doméstica.
Com a nova decisão judicial, ele volta ao sistema sob medida de segurança, em caráter de proteção social e de garantia do próprio tratamento.
Alta Floresta, MT
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